Sinto falta da bonança do meu sorriso criança
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sinto falta da bonança do meu sorriso criança
Sinto falta da bonança do meu sorriso criança
Lá eu tinha tudo...
E que no pátio era mais liberto
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Borrachos, será?
Os anos passam a idade vai pegando e os problemas de saúde vão se apresentando. A pressão se vai e o medo de um ataque "cardiaco" é evidente, sendo assim essas duas criaturas ai, tem o habito de verificar a pressão, foram estes dois ao pronto socorro de Caçapava do Sul, imagine a cena, os dois ai do lado, o pai na sua tiragem bombacha velha, remendada, camiseta branca podre de barro e uma camisa desbotada, aberta meio suja, a moça verifica a pressão deles e sem novidades estava alterada, alias bem alterada, a moça olha, análisa e pergunta: - O que vocês estavam fazendo, tavam tomando cachaça?terça-feira, 25 de maio de 2010
Imenso Orgulho...
Quando vou para rodeio,
Sou menino de alma leve
Voando sobre o pelego."
Pai...
Pelas tantas vezes que fez as minhas vontades quando não queria ficar na aula para ir pra fora contigo,
pelas tantas coisas que me ensinaste
pelas histórias que me contou
pelos valores que me mostrou
por tantas coisas que não cabem aqui
pelo orgulho que tenho em ser tua filha...
e que digam quando eu passe saiu igualzita ao pai...
Vô Heroi
O rosto enrugado que a vida lhe fez
As mãos calejadas relembra o aramado
Das tropas de gado, só sobrou uma rês.
Arreios sovados, guardados com zelo
Relembra dos pêlos que tanto montou
Pra o velho tropeiro só resta lembrança
Dos berros de boi que o destino levou
A idade avançada já quase no fim
Relembra em mim seus tempos de piá
Quando ouvia o berrante que seu pai tocava
Pra abrir a porteira pra boiada passar
Mateando solito ao redor do braseiro
O velho tropeiro reconhece seu fim
De repente seu neto lhe faz um pedido
Me deixe o berrante de herança pra mim
Depende do referêncial...
terça-feira, 4 de maio de 2010
Depilação...
Os homens não precisam necessariamente passar por essa tortura. Mas a grande maioria enfrenta problemas com os pêlos da face. Com barba ou sem barba? Tem uns que odeiam barba, mas odeiam também fazê-la. E aí complica. Lá ficam eles com cara de "desempregado deprimido" com a barba por fazer.
Você vai embora aliviada e feliz, sentindo-se limpinha e pronta para mostrar que o Parque de Diversões passou por manutenções e está lindinho para ser visitado. Então você finge que não lembra que dali 15 dias tudo vai se repetir e assim será para o resto da vida. Ou pelo menos enquanto o Parque estiver funcionando.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Genética forte!
Até a Maria....
diz milho também mamãe que é muito engraçado hahaha...
créditos a Fernanda, que invento a história do milho!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
????
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha, Quantos você desistiu de sonhar!?
Quantos amores jurados pra sempre; Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava; Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava? Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?"
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Deus das Coisas Pequenas
"Me sinto uma fracassada". Não é uma frase fácil de se ouvir de alguém. Soa até mesmo incompreensível quando se trata de uma mulher linda, rica, que mora num sobrado deslumbrante, passa uma parte do ano no Brasil e a outra em Nova York, é casada com um homem igualmente lindo e apaixonado por ela, tem dois filhos que são uns doces, é uma profissional bem sucedida e já deu a volta ao mundo uma meia-dúzia de vezes. O que é que falta? "Um projeto de vida", responde ela. Existe uma insaciedade preocupante nessa mulher e em diversas outras mulheres e homens que conquistaram o que tanto se deseja, e que ainda assim não conseguem preencher o seu vazio. Um projeto de vida, o que vem a ser? No caso de quem tem tudo, pode ser escrever um livro, adotar uma criança, engajar-se numa causa social, abrir um negócio próprio, enfim, algo grandioso quando já se tem tudo de grande: amor, saúde, dinheiro e realização profissional. Mas creio que esse projeto de vida que falta a tantas pessoas consiste justamente no que é considerado pequeno e, por ser pequeno, novo para quem não está acostumado a se deslumbrar com o que se convencionou chamar de "menor". Onde é que se encontra o sublime? Perto. Ao regar as plantas do jardim. Ao escolher os objetos da casa conforme a lembrança de um momento especial que cada um deles traz consigo. Lendo um livro. Dando uma caminhada junto ao mar, numa praça, num campo aberto, onde houver natureza. Selecionando uma foto para colocar no porta-retrato. Escolhendo um vestido para sair e almoçar com uma amiga. Acendendo uma vela ou um incenso. Saboreando um beijo. Encantando-se com o que é belo. Reverenciando o sol da manhã depois de uma noite de chuva. Aceitando que a valorização do banal é a única atitude que nos salva da frustração. Quando já não sentimos prazer com certas trivialidades, quando passamos a ter gente demais fazendo as tarefas cotidianas por nós, quando trocamos o "ser feliz" pelo "parecer feliz", nossas necessidades tornam-se absurdas e nada que viermos a conquistar vai ser suficiente, pois teremos perdido a noção do que a palavra suficiente significa.Sei que tudo isso parece fácil e que não é. Algumas pessoas não conseguem desenvolver essa satisfação interna que faz com que nos sintamos vitoriosos simplesmente por estarmos em paz com a vida, mesmo possuindo problemas, mesmo tendo questões sérias a resolver no dia-a-dia. É inevitável que se pense que a saída está na religião, mas dedicar-se a uma doutrina, seja qual for, pode ser apenas fuga e desenvolver a alienação. Mais do que rezar para um Deus profético e soberano, acredito que o que nos sustenta passa sim, por uma espiritualidade, porém menos dogmática. É o cultivo de um espírito de gratidão, sem penitências, culpas e outras tranqueiras. Gratidão por estarmos aqui e por termos uma alma capaz de detectar o sublime no essencial, fazendo com que todo o supérfluo, que não é errado desejar e obter, torne-se apenas uma consequência agradável desse nosso olhar íntimo e amoroso a tudo o que nos cerca. |
Martha Medeiros
segunda-feira, 29 de março de 2010
Um dia a gente cria juizo...
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente
um pedacinho minúscula do meu pudim preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar
vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . .
terça-feira, 23 de março de 2010
Não gineteia velhices quem nasceu para ser guri...
Vô Juvêncio...
Embora o corpo judiado pela impiedade dos anos, sob o chapeú a melena e semblante de veterano, mas tem a alma potranca a escramuçar vida fora,
risca paleta do destino com destreza nas esporas.
Sabedoria de homem feito, inquietude de menino, mescla certezas esperanças sem nunca perder o tino, com cismas de payador faz dos versos oferenda e os entrega ao Rio Grande como se fosse encomenda...
O tempo passa e não volta qual o gado pra charqueada, assim só olha pra trás quem na vida não foi nada, anda pexando a idade estribado no que há em si, não gineteia velhices quem nasceu para ser guri!
( Julio Saldanha)
sexta-feira, 19 de março de 2010
Olhando aqui pro lado...

Descobri que já tenho tudo que me faz feliz:
Eu me respeito, e já nem caibo mais dentro de mim, como digo eu vivo nos extremos não caibo no estreito.
Agradeço todos os dias por todas as pessoas que cruzam na minha vida, pois cada uma é única, e por mais que só passem pela vida da gente sempre deixam algo, um sorriso, uma lição...
Não busco nada de exagerado. Aliás, detesto essa palavra. Do contrário quero a paz, família e os amigos reunidos, o amor do lado, uma boa música, o conhecimento e a natureza. Sempre que longe dos meus, encontrei amigos, que iluminam minha vida, me pegam pela mão e me mostram o melhor caminho, (nem que seja pra guia até a barraca, né Jessica)
Agradeço a Deus o sorriso daqueles que me cercam, sempre tornam o dia único e bem mais feliz.
A minha felicidade realmente está nas pequenas coisas... Um pôr-do-sol já é o suficiente para me levar longe, e às vezes me perco no fantástico mundo da Manu.Tenho teses, métodos e fórmulas. Mas o que realmente me move é o desconhecido, a descoberta e a espontaneidade!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Buscando ao entardecer um sonho além da cancela...
Na paz do galpão...
Junto ao braseiro do fogo de chão
O pai-de-fogo, puro cerne de branquilho
Queimando aos poucos na paz do galpão
O mesmo inverno coloreando o poente
Final de lida, refazendo o dia
Lá no potreiro meu baio pastando
No cinamomo um barreiro em cantoria
Por certo a tarde em outros ranchos da campanha
Por serem humildes tenham a paz que tenho aqui
Pois só quem traz sua querência dentro d'alma
Sabe guardar toda esta paz dentro de si
Encosto a cuia junto ao pé do pai-de-fogo
Chia a cambona repontando o coração
Nas horas mansas que a guitarra faz ponteio
Numa milonga pra espantar a solidão
É lento o tempo na paz do galpão
Ainda mais quando a saudade bate
As soledades vou matando aos poucos
Na parceria da guitarra e do mate
Então a noite se acomoda nos pelegos
Povoando os sonhos de ilusão e calma
Toda essa paz é um bichará pro inverno
Faz bem pro corpo e acalenta a alma.
Cesar Passarinho






Pai dançando pirigueti, efeito 50 anos


